Em um rápido bate-papo com o RockinPress, a paulistana falou um pouco sobre a carreira, seu novo álbum (que você pode escutar no player a seguir ou baixar no final do post) e o seu lançamento.
Trabalhar com essas bandas me acrescentou muito e me deu suporte pra seguir em carreira solo com mais segurança. No mais ninguém está só, trabalho com uma banda e o cenário continua o mesmo, a diferença que nesse caso é menos gente envolvida.
Sobre o novo álbum, o Pelos Trópicos, ele encerra a trilogia “Da sua cabeça” ou é um projeto paralelo?
Pelos trópicos é um projeto paralelo, não tem nada a ver com a trilogia e o nome não é mais ‘da minha cabeça’, agora se chama: Linfa ácida. Vou relançar o vol 2 com nova ordem e nova capa, e quando fechar essa obra, com o Vol. 3, boto tudo numa caixa.
Quando deve lançar o Vol. 3? E qual a diferença entre a Trilogia e o Pelos Trópicos?
Pretendo lançar o vol 3, mas não tenho previsão. A trilogia é um trabalho mais pessoal, sem parcerias, mais lunar e mais denso. O Pelos trópicos é um disco mais solar, todas as musicas são feitas em parcerias e reflete um novo momento na minha carreira.
Como nasceu a ideia de gravar uma faixa em cada estado?
A ideia nasceu naturalmente, não foi friamente calculada. A princípio eu faria apenas um escambo cultural pelas cidades, mas quando cheguei em Belém compus duas musicas e vislumbrei a possibilidade de gravar em cada cidade e de concluir a viagem num álbum.
Já conhecia os músicos participantes? Ou foi procurando durante o processo?
Não conhecia quase ninguém. Foi acontecendo.
Qual foi a maior dificuldade em produzir o disco em cidades diferentes?
Não tive dificuldades. Produzi tudo as próprias custas e com a ajuda dos músicos nas cidades e coletivos culturais.
Sobre a turnê, terá participações dos músicos participantes?
Quando eu passar em turnê pelas cidades, pretendo sim convidar integrantes a participarem do show. A banda fixa já é formada com um guitarrista de Aracaju, baterista de Belém, Baixista Baiano e outro guitarra carioca.
O Pelos Trópicos está disponível para download na internet, como os seus dois outros álbuns, como é a sua interação com a internet?
A internet é nossa ferramenta de divulgação e interação. Sou totalmente a favor do download grátis.
Sente falta de um espaço na mídia para a música brasileira e novos artistas?
Não sinto falta de espaço na mídia porque tenho meu espaço bem definido. Já fui no Jo Soares 2 vezes, além de Som Brasil, TV cultura e matérias nos principais jornais e revistas do País. Tenho uma carreira consistente com 7 discos gravados e não tenho dificuldade em divulgar minha obra.
Quando será lançado o disco e quais suas expectativas para 2013? Pretende continuar com algum outro projeto?
Lanço o disco dia 28 de fevereiro no Sesc Santos e estou marcando outros shows. A ideia é fazer shows o ano inteiro, pagar as contas e sobrar algum pra cerveja. E já saí dos outros projetos há algum tempo, mais ou menos uns 5 anos.
Andreia, muito obrigado por responder nossas perguntas, gostaria de deixar algum recado?
Lanço com o disco um diário de bordo ilustrado onde conto toda a viagem e o processo de gravação das musicas. Era um blog que foi desativado e está sendo organizado pra diário. Também relanço o vol 2 da trilogia, que está fora de catálogo, com nova ordem e nova capa. Pretendo a longo prazo percorrer todo o Brasil e gravar uma faixa em cada estado fechando a série Pelos trópicos.